Caminho
Diz
Samba para Pedrinho
Leva
Manhã de primavera
Docemente
Amanhã
De onde vem minha tristeza
O Bolo
Vem brincar de ser feliz
Rosa a Rosa
Pai do pai do pai
Caminho
Diz
Samba para Pedrinho
Leva
Manhã de primavera
Docemente
Amanhã
De onde vem minha tristeza
O Bolo
Vem brincar de ser feliz
Rosa a Rosa
Pai do pai do pai
Várias gravações ao acervo de Barão do Pandeiro, com Jacob do Bandolim na rádio e na TV.
Revendo o Passado, de Freire Jr
Ingênuo, de Pixinguinha e Benedito Lacerda
Jacob responde carta de fãs
Remeleixo, com Jacob, Pixinguinha, Benedito Lacerda e Regional
Treme-Treme, com Pixinguinha, Benedito Lacerda e Regional
Valsa Simples, com Hervé Cordovil
Marina, de Dorival Caymmi
Doce de Coco, com Izaurinha Garcia e João Pacífico
Sou Paulista, com Izaurinha, Meira e Augusto Mesquita
Vira e mexe, Luiz Gonzaga
Jacob fala sobre Canhoto e Rossini Ferreira
Primas e Bordões
Último programa de Jacob e seus Discos de Ouro na Rádio Nacional
No panorama musical carioca, dos anos 30 e 40, há dois grupos de músicas, irmãs de sangue, englobadas em dois gêneros pouco estudados como tal, mas fundamentais na formação da música brasileira do período: o samba sincopado e o samba choro.
Um de nossos sambas sincopados favoritos é “Beija-me” (“beija-me / quero seu rosto coladinho ao meu”). É talvez o maior clássico do gênero samba sincopado, que teve em Ciro Monteiro, Dilermando Pinheiro, Vassourinha e Joel e Gaúcho seus intérpretes mais expressivos.
O sincopado foi construído por autores extraordinários, como Geraldo Pereira, Wilson Batista, Janet de Almeida. Um dos autores centrais, mais conhecido pelas composições do que pelo nome, foi Roberto Martins, autor de “Beija-me”. E quem me faz relembrar desse clássico é meu conhecido Eduardo Martins, de Ribeirão Preto.
Roberto Martins nasceu no Rio no dia 29 de janeiro de 1909. Morreu em 14 de março de 1992. Morou na Tijuca e em São Cristóvão. Cedo ficou órfão de pai, o português José Francisco Martins. A mãe Isaura Maria Machado Martins o educou para a vida e para a música. É de 1929 seu primeiro samba, “Justiça”. E de 1933 suas primeiras gravações –”Regenerado” e “Segredo”, gravados por um certo Leonel Faria.
É curioso o pouco conhecimento sobre a dimensão de Roberto Martins na música brasileira. No sincopado, suas composições estão à altura dos maiores. O sucesso começou em 1936 quando, com Valdemar Silva, compôs, “Favela” –um clássico interpretado por Francisco Alves. E não parou mais. Como me lembro, na infância, ouvindo aquela música, que me foi ensinado pelo meu tio Leo, um carioca da gema. Eu andava pelos cantos cantando, repetindo obsessivamente –”favela, oi, favela / favela que trago no meu coração”– como a Beatriz, com seus quatro anos, faz com seus CDs de estimação. “Favela” foi das primeiras músicas brasileiras gravadas internacionalmente.
No carnaval de 1939, em parceria com Nássara, compôs “Meu Conselho é Você”, gravado por Orlando Silva. No ano seguinte, “Cai Cai” (“cai, cai, cai, cai / eu não vou te segurar”), gravada pelos embaladíssimos Joel e Gaúcho.
A esta altura, consagrado como compositor, Roberto Martins largou sua carreira na polícia e virou ritmista da orquestra de Simon Boutman, uma das mais famosas dos anos 30. Em 1943, compôs o “Beija-me”, em parceria com Mário Rossi. A música foi gravada por Ciro Monteiro e se tornou um dos clássicos do samba sincopado. Junto com Rossi, Martins comporia outro clássico do samba-choro, o “212″ (“lá na rua onde eu moro / no 212 / mora a mulher que eu adoro / que quando eu passo faz pose”).
Foi um tremendo autor de marchas carnavalescas, à altura de um Braguinha ou um Lamartine Babo. Além do “Cai Cai”, em 1945 compôs o “Cordão dos Puxa Sacos”, em parceria com Eratóstenes Frazão, gravada pelos Anjos do Inferno. Ainda com Frazão, em 1947 compôs “A Marcha do Gafanhoto” (“gafanhoto deu na minha horta / comeu, comeu, toda a minha plantação”) gravado por Albertinho Fortuna e, nos anos 80, por Nara Leão. Com Ari Monteiro compôs o “Cadê Zazá?”, de 1948, gravado por Carlos Galhardo.
Foi também autor de valsas célebres, como “Dá-me tuas mãos”, em parceria com Mário Lago, gravada por Orlando Silva.
Em 1949 lançou o “Pedreiro Valdemar” (“que não tem onde morar”), em parceria com Wilson Batista, outro clássico, gravado por Blecaute, nascido ali em Santo Antonio de Pinhal, que se tornou uma das figuras clássicas do carnaval carioca, e que faleceu há exatos vinte anos. No samba de carnaval também foi autor de composições brilhantes como “Meu Consolo é Você” (“meu consolo é você / meu grande amor / eu explico porque”), em parceria com Nássara.
Quando leio essa produção acadêmica sobre a bossa nova, sustentando que a música brasileira anterior era composta só de dramalhões, coloco no aparelho as músicas de Roberto Martins e me dá uma pena desses pesquisadores…
Peças raras do grande compositor venezuelano, aluno de Agustin Barrios e compositor de peças curtas que entraram para o repertório do violão mundial.
doneAlgumas composições próprias:
A Ruiva, letra e música minha, aqui acompanhado pelo Conjunto Flor Amorosa, com arranjo da Dudah
Lençol de Carinho, música de Vicente Barreto, letra de Luís Nassif, com Lu Horta
Restos de Saudades, de Jorge Simas e Luís Nassif, com Renato Braz e Flor Amorosa
Heloisa, letra e música de Luís Nassif
Os Tempos, letra de Alexandre Lemos música de Luís Nassif, com Fabiana Cozza e o violão de Zé Barbeiro
Marianinha, letra e música de Luis Nassif
Sua Presença, letra e música de Luís Nassif
Dos arquivos preciosos de Barão do Pandeiro, gravações de rodas de choro na casa do paulista Antonio
Aqui Pixinguinha tocando em um saxofone bêbado seu mais belo choro, Ingênuo
Proezas do Sólon, com Jacob esmerilhando e Pixinga fazendo o contraponto no sax
Um duo maravilhoso do Altamiro na flauta e do Pixinguinha no sax
O fim da roda
O CD Roda de Choro foi lançado em 1995. Foi semi-finalista de música instrumental do Prêmio Sharp daquele ano.
A produção foi do Pelão. E o acompanhamento do conjunto Nosso Choro, com arranjos do Milton Mori e Zé Barbeiro.
A formação do grupo foi:
Zé Barbeiro – Violão de 7 Cordas e 6 Cordas
Milton Mori – cavaquinho
Marcelo – pandeiro
Stanley – clarinete
Bombarda – acordeon
Repertório:
Remelexo, de Jacob do Bandolim
Bambino, de Ernesto Nazareth
Assanhado, de Jacob do Bandolim
Louca, de Chico Neto
Cochichando, de Pixinguinha e Benedito Lacerda
El Marabino, de Antonio Lauro
Proezas de Solon, de Pixinguinha
Subindo aos céus, de Aristides Borges
Pinicadinho, de Ratinho
Murmurando, de Fon-Fon
Treme-Treme, de Jacob do Bandolim
O Nó, de Candinho
Feia, de Jacob do Bandolim