Luis Nassif Online

Agosto 24, 2008

Valsas Turbilhão

Arquivado em: Uncategorized — luisnassif @ 3:36 pm

As duas melhores escolas instrumentais da atualidade são o choro e a música gitana, que tem em Jimmy Rosenberg sua expressão máxima (clique aqui). Jimmy foi beber na fonte de Django Reinhardt, incorporando aos elementos da música cigana mais tradicional.

Essa música acabou influenciando o violão brasileiro contemporâneo. E nem diria que foi de forma positiva. Na sua última fase, Raphael Rabello exagerou no rasqueado, deixando de fazer o sincretismo adequado entre o gitano e  o choro. Mas a razão principal foi a perda de rumo, fruto da tragédia que o abateu.

Depois dele, outros grandes violonistas conseguiram amansar melhor o rasqueado, como Yamandu e Alessandro Penezzi.

Na outra mão, dois gêneros brasileiros influenciaram o violão cigano. Um deles, a bossa nova. O outro, a chamada “valsa-turbilhão”, uma modalidade de valsa que adoro, incluí no meu CD “Roda de Choro”.

Esse tipo de valsa tem raízes no começo do século, com Aristides Borges e seu “Subindo aos Céus”. Depois, Rogério Guimarães escreveu opeças muito interessantes para violão, que só agora estão sendo recuperadas. Com base em uma delas, Garoto copiou (quase plagiou, diria) a mais célebre valsa-turbilhão: Desvairada.
Jacob foi outro cultivador do gênero, com seu “Salões Imperiais” e “Vôo da Mosca”.

Mixwit

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