Já foi objeto de uma nota aqui, mas não custa repetir: os US$ 30 bilhões que o Banco Central pretende disponibilizar a empresas brasileiras, para que quitem seus financiamentos internacionais, são um acinte, um escândalo.
Os financiamentos foram feitos sob o pressuposto de que haveria rolagens anuais de parte deles. A crise internacional interrompeu o jogo. O normal seria uma renegociação que melhorasse as condições, em troca do aumento da amortização.
O BC está permitindo que as empresas nacionais quitem integralmente seus financiamentos, sem sequer exigir deságio dos bancos credores. É um presente à banca internacional.
Desde ontem só vejo as postagens recentes do seu blog via Google Reader… está lento demais.
É possível que a diretoria do BC não tenha percebido que pode não haver Wall St. para onde ir depois desta “tenure” em órgão público tão “chic” … não deixaram de dançar a dança do mendigo (para abrasileirar o que seria o terceiro, inexplicável em um comentariozinho tão curto, estrangeirismo: “dance the beggar’s dance”).
Comentário por Tiago de Jesus — Fevereiro 10, 2009 @ 3:35 pm |
Se as empresas conseguissem neste momento rolar as suas dívidas muito provavelmente o fariam com taxas muito superiores as estipuladas inicialmente.
Assim,a quitação da dívida nos termos do emprétimo proposto pelo BC já configura-se um deságio para as empresas além de possibilitar a continuidade do processo de exportação.
Comentário por Vladimir — Fevereiro 10, 2009 @ 4:19 pm |
Nassif,
Tem jeito de exigir transparencia? Ou mesmo de parar a patifaria?
Comentário por Alexandre A. Moreira — Fevereiro 10, 2009 @ 4:33 pm |
Nassif.
É muita molezinha não é?
Dá para conseguir um deságio e depositá-lo no próprio banco. Um refinanciamento com jeito de lavagem de dinheiro. Imagine depois este dinheiro ser repatriado como forma de investimento e ser usado para compra de títulos da dívida pública.
Sabe, é muita falta de civismo deixar o dinheiro público escoar pelo ralo. Milhões de brasileiros, honestos e trabalhadores, são vítimas destes golpistas, disfarçados de agentes públicos. Impressionante
Comentário por Sérgio Lamarca — Fevereiro 10, 2009 @ 5:06 pm |
O bc eh agente externo.
Comentário por Ivan Moraes — Fevereiro 10, 2009 @ 6:16 pm |
É o Keynesianismo-coronelesco de volta…na época de vacas obesas, o empresariado faz o que quer e defende sua liberdade com unhas e dentes, pelo bem do livre empreendedorismo; quando a situação é inversa, o Estado deve abrir o cofre para ajudar. Socialização das perdas, como já é costume no Brasil. Uma boa leitura, com uma tese controversa, mas por isso mesmo interessante, é o livro O arcaísmo como projeto, de João Luís Ribeiro Fragoso e Manolo Florentino. Quem é economista ou historiador talvez saiba avaliar melhor se a tese apresentada pelo livro faz sentido, mas, de qualquer forma, pode-se resumir da seguinte forma: o subdesenvolvimento brasileiro é, principalmente, culpa não da divisão internacional do trabalho, mas das próprias idiossincrasias da elite brasileira.
Está no google books:
http://books.google.com.br/books?id=Bb594lHNPiAC&pg=RA1-PA22&lpg=RA1-PA22&dq=o+arca%C3%ADsmo+como+op%C3%A7%C3%A3o&source=bl&ots=vl9RqYNrSi&sig=WTI9iplmIpqCm9y3VPUEuiLHwSc&hl=pt-BR&sa=X&oi=book_result&resnum=1&ct=result
Comentário por Ricardo Martini — Fevereiro 10, 2009 @ 6:32 pm |
Nassif,
Os principais interessados em obter deságios dos seus credores internacionais seriam, exclusivamente, as empresas devedoras. Quanto menos pagarem, menor será o seu débito junto ao Banco Central, em relação ao adiantamento concedido. Se o Banco Central interviesse, transacionando diretamente com os Bancos credores, visando obter algum deságio para o resgate dos débitos das empresas devedoras, estaria extrapolando das suas atribuições normais e interferindo indevidamente, em assuntos que não lhe são pertinentes. Acredito não existir qualquer escândalo nessa atitude do Banco Central.
Comentário por Carlos — Fevereiro 10, 2009 @ 6:41 pm |
Estou com dificuldades em pagar os cartões de crédito – Visa e Amex.
Meu vizinho não consegue pagar a prestação da casa própria, financiada pelo espanhol Santander.
Minha prima vendeu o carro, para pagar os estudos da filha nos EUA.
Um colega que morava em Los Angeles perdeu a casa, porque não pagou a hipoteca. Foi demitido e voltou para o Brasil.
O governo daqui, para fazer superávit primário e “honrar os compromissos” com os credores estrangeiros, cortou investimentos na área da saúde, da educação e ainda fez a reforma da previdência. Resultado: todos fomos obrigados a pagar plano de saúde e previdência privadas, e matricular os filhos em colégios particulares. Trabalhamos e fizemos sacrifício, para engordar o capital especulativo. O único “banqueiro” que conheço é o dono de uma banca… de jornal.
Será que vai sobrar algum para nós também?
Bom, deixe eu sair rapidinho, porque ainda não paguei o provedor de internet e a conta telefônica. O serviço pode ser cortado ainda hoje. E eles não querem saber de negociação.
Comentário por Pedro — Fevereiro 10, 2009 @ 7:19 pm |
Peraí.
Um presidente de Banco Central não tem o poder de, sozinho, usar as reservas cambiais para quitar empréstimos internacionais.
Só pode fazer isso com a autorização do chefão, do maioral.
Comentário por Contador — Fevereiro 10, 2009 @ 7:39 pm |
PEDRO:
“”‘Bom, deixe eu sair rapidinho, porque ainda não paguei o provedor de internet e a conta telefônica. O serviço pode ser cortado ainda hoje. E eles não querem saber de negociação.”"
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Sabe de uma coisa,PEDRO?
tanta reserva….muita reserva…
E pra nós o que sobra dessa ”’reserva”?
Um rolex????????????
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O Brasil é um sarro.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Me leva junto?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Comentário por anarquista — Fevereiro 10, 2009 @ 7:44 pm |
Nassif, todo mundo já sabe que o Presidente do BC, “cuida” dos lucros dos bancos aqui no Brasil e lá fora tambem.
Não é patriota, deve estar sofrendo com a queda do juros e procura fazer o que for possível, para ajudar a equilibrar os balanços.
Enquanto isso, empresas pequenas precisam de um empréstimo mínimo e haja dificuldades para conseguí-lo. Sdc
Comentário por jcslopes — Fevereiro 10, 2009 @ 8:13 pm |
Creio que com uso das reservas cambias para permiir o refinanciar a dívida externa privada se consegue a estabilidade cambial, desde de que o atual patamar cambial seja suficiente para viabilizar o aumento do superávit cambial e o equilíbrio das contas correntes, irá permitir um grande ganho para o Brasil, via redução dos juros da Selic e estabilidade cambial.
Creio que mesmo que o governo escolha o caminho da renegociação da dívida externa privada, muitas empresas irão procurar quitar seus compromissos em dólar via nacionalização da dívida externa em função de interesses particulares no mercado internacional, o que pressionaria e muito o cambio no Brasil.
Com o atual nível da liquidez internacional o Brasil está renovando cerca de 50% dos empréstimos externos, e tudo indica que ao longo de 2009 e 2010 consiga renovar 100% dos empréstimos externos, mesmo porque parte da dívida externa será nacionalizada via BNDES, em função da estragéia que cada empresa irá adotar, logo é situação de transitória e de curto prazo.
Boa parte dos empréstimos exrtenos foram tomados mais em função da expectativa de queda do dólar no Brasil do que em função da taxa de juros que vinha sendo cobrada, o que permitia que o empréstimos externos fossem quitados mesmo considerando os juros por um valor menor em reais.
Mas com a quebra do Lehman Brothers a festa acabou.
Mas de qualquer maneira creio que o Governo deve ganhar mais com o uso das reservas para refianciar a dívida externa privada, pois essa ação viabiliza uma redução maior e mais rápida dos juros da Selic, ao contrário de uma ação de renegociação da dívida externa privada que traria pressão para o câmbio no Brasil.
Agora se os juros da Selic não forem derrubados, não se justifica a ação do Banco Central, mas vários passos estão sendo dados nesta direção.
O uso das reservas cambiais para financiar em dólar o exportador, para refinanciar a dívida externa privada, a venda de dólares no mercado à vista e a redução de 1% dos juros da selic em janeiro de 2009.
O importante foi ter feito isto depois da correção cambial. Agora que já foi feito a correção cambial é necessário garantir a estabilidade cambial.
Comentário por Roberto São Paulo/SP — Fevereiro 10, 2009 @ 8:54 pm |
Nassif,
Porque a surpresa?
O que você esperava?
Com impunidade garantida, vão roubar tudo que puderem.
Voltamos aos tempos coloniais.
Comentário por Orides — Fevereiro 10, 2009 @ 9:23 pm |
Tem como deixar isto mais transparente? Tem como para esta baixaria?
Comentário por alexandre a. moreira — Fevereiro 10, 2009 @ 9:24 pm |
Luis Nassif,
Concordo com a sua reação à política do governo brasileiro. É triste observar esse comportamento do governo. Para mim, a tristeza cresce a medida em que eu imaginava o governo brasileiro livre dessa falácia. Uma das grandes diferenças que eu percebia entre o governo FHC e o governo Lula foi exatamente a caminhada do governo Lula em direção à nossa libertação dos grilhões internacionais que subjugam a nossa soberania.
Agora surge essa notícia. Recentemente, o Alon Feuerweker fez uma chamada, que eu não consigo mais localizar, em que ele dizia que uma razão para o juro alto era não o temor da inflação, mas o temor de fuga de dólar. Em outro post, Alon Feuerwerker analisa o posicionamento do Brasil no Oriente médio a partir de entrevista de Luciano Coutinho em que ele se diz pronto para buscar junto aos fundos soberanos dos países árabes produtores de petróleo capital para investimento em obras de infra-estrutura no Brasil.
No fim da semana passada, para post no blog do Alon Feuerwerker com o título de “Um assunto recorrente” de 06/02/2009, o blogueiro Paulo Araujo transcreveu uma propaganda, segundo ele feita pelo governo brasileiro, saída no Foreign Affairs e com o seguinte teor:
“Os bancos brasileiros são sólidos e lucrativos graças à estabilidade criada pelo antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso. De maio de 1993 a abril de 1994, FHC (como ele é conhecido) foi ministro da Fazenda do Brasil e introduziu o Plano Real para acabar com a hiperinflação. Embalado pelo sucesso de seu plano, ele foi eleito presidente em 1994 e reeleito quatro anos mais tarde. Cardoso foi sucedido em 2003 por Lula, que também foi reeleito; o mandato atual de Lula vai terminar em 2011”
A conclusão que eu cheguei é que o governo quer que o Brasil se transforme no desembarcadouro de todo o capital externo que está com medo de ir para qualquer lugar que não seja debaixo do travesseiro.
O ato do Banco Central é do governo brasileiro. E, embora eu seja contrário a ele, parece-me uma medida extremamente bem calculada. O governo brasileiro está dizendo para o mundo financeiro que aqui é o único porto seguro deles. Eu sempre torci para o governo dizer o contrário, mas infelizmente os meus desejos nunca são realizados.
Esse seu texto precisa ter uma continuidade de discussão. Nesse sentido eu recomendaria que você retomasse o debate de texto seu do ano passado em que procurava analisar a importância do capital externo. E volto a sugerir também a análise mais detalhada dos dois modelos de desenvolvimento para os países capitalistas: aquele com base no mercado interno e aquele com base no mercado externo.
Já estava com um email pronto para enviar para o texto no blog do Alon Feuerwerker intitulado “Escolha racional no bunker” de 04/02/2009, em que desenvolvo um pouco mais a minha crítica à propaganda no Foreign Affairs. Infelizmente não estou conseguindo acessar o blog do Alon. Os comentários ajudam no entendimento da ação do governo brasileiro, mas evidentemente não a justificam.
Clever Mendes de Oliveira.
BH, 10/02/2009
Comentário por Clever Mendes de Oliveira — Fevereiro 10, 2009 @ 10:11 pm |
Nassif,
Vai por mim, não deve ser má-fé…
É pura incompetência na operação dentro do mercado.
A diretoria do BC é composta de carreiristas e teóricos.
Veja o último pronunciamento político do presidente do BC (ele é contra o corte de vagas/empregos, rs, rs, rs….)
Comentário por Ho — Fevereiro 10, 2009 @ 10:17 pm |
É ai que o futuro do país vai para o ralo. A “grande” imprensa passa 6 meses fazendo um grande estardalhaço devido um larápio ser apanhado com a cueca cheia de dinheiro. Imagine so quantas cuecas dariam para encher com os US$ 30 bilhões doados pelo BC aos grandes empresários.
Falta a imprensa ajustar o foco em cima desse verdadeiro “buraco negro” que é o BC (È MUITA GRANA ESCOANDO PARA O RALO DE UMA SÓ VEZ).
O que adianta o Brasil ter um “rio” de reservas internacionais , se o presidente do BC vem e abre as comportas?
Perto dessa dinheirama toda, o Bolsa Familia é poeira.
Comentário por Itamar — Fevereiro 10, 2009 @ 10:38 pm |
Concordo com o Vladimir. Não há a menor hipóteses de, nessas condições, se conseguir deságio.
Comentário por Alexandre — Fevereiro 11, 2009 @ 12:27 am |
“Perto dessa dinheirama toda, o Bolsa Familia é poeira.”
Pois é Itamar, não me canso d repetir q o previsível nesta história é o fato dos Ali Kamel da vida não darem pio à respeito desses fatos como o do presente artigo ou o bailout à brasileira a ex. da mãozinha dada pelo BNDES à Aracruz/Votorantim.
Como diria o brimu Nassim Taleb : “cuidado, mto cuidado c/aqueles q fiscalizam tostões e não ligam p/ Bilhões”
Comentário por Marko — Fevereiro 11, 2009 @ 12:36 am |
“Perto dessa dinheirama toda, o Bolsa Familia é poeira.”
Pois é Itamar, não me canso d repetir q o previsível nesta história é o fato dos Ali Kamel da vida não darem pio à respeito desses fatos como o do presente artigo ou o bailout à brasileira a ex. da mãozinha dada pelo BNDES à Aracruz/Votorantim.
Como diria o brimu Nassim Taleb : “cuidado, mto cuidado c/aqueles q fiscalizam tostões nos Investimentos e não ligam p/ Bilhões desperdiçados”
Comentário por Marko — Fevereiro 11, 2009 @ 12:36 am |
Luis Nassif,
O caso do dinheiro na cueca realmente não daria para esconder, mas concordo com o blogueiro Itamar que o foco da imprensa é desproporcional.
Alias, outra manifestação da desproporcionalidade foram as acusações ao Severino ou ao Renan Calheiros ou a todos os envolvidos na operação sangue-suga enquanto nada se fala sobre quem apoiou a Lei Kandir que desonerou as exportações de produtos primários. Só em Minas Gerais, só em 2009, supondo exportações brasileiras de U$200 bilhões e, portanto, de U$20 bilhões as de Minas Gerais, o prejuízo, considerando só minério de ferro e café que representam 30% das exportações e uma alíquota igual a alíquota mínima interestadual (7%), seria de U$20 bilhões x 0,3 x 2,2 (reais/dólar) x 0,07 = R$924 milhões por ano de dinheiro retirado dos cofres públicos e entregues diretamente para grandes empresários.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/02/2009
Comentário por Clever Mendes de Oliveira — Fevereiro 11, 2009 @ 12:49 am |
Luis Nassif,
Talvez a falta de foco da imprensa nesse uso escandaloso das reservas como você o chamou se deva ao fato da imprensa está envolvida. É claro que outros poderiam dizer a mesma coisa, mas para falar mal do governo (Dizer algo como: o governo está fazendo esse uso das reservas porque há algumas empresas de comunicação envolvidas).
O argumento do Carlos, enviado em 10/02/2009 às 18:41, apresenta um outro lado da moeda, embora seja difícil de se pensar que os banqueiros internacionais venham amolecer sabendo que o governo encheu as empresas de dólares.
Outro argumento pró-governo, principalmente para alguém como eu que defendeu o Pproer é que esse uso é uma espécie de Proer para as empresas exportadoras e que no longo prazo, o governo (BC) terá mais receita quando se estiver fazendo o pagamento dessas dívidas.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/02/2009
Comentário por Clever Mendes de Oliveira — Fevereiro 11, 2009 @ 1:09 am |
Creio que a venda no mercado à vista de quase US$ 15 bilhões vai diminuir o custo de carregamento das reservas, o uso das reservas para financiar o exportador e refinanciar a dívida externa privada está retirando uma pressão do câmbio no Brasil.
O aporte ao BNDES deve permitir uma redução dos custos financeiros das empresas instaladas no Brasil, e a recente medida de cobrar pelo menos o custo de captação em parte dos financiamentos vai diminuir o custo fiscal.
Falta a redução dos juros da selic.
Comentário por Roberto São Paulo/SP — Fevereiro 11, 2009 @ 2:57 am |
Não sei a razão da surpresa.
A operação está dentro do que já se esperava… Dar liquidez aos bancos, sobretudo às agências offshore. Esse era o motivo da operação. Acho (ACHO) que ao menos não são empréstimos do tipo “nonrecourse”, em que o credor fica com as garantias e só…
É para tratar especificamente das offshores que a Circular que regula o esquema determina que os recursos devem ser redirecionados a empresas brasileiras NO EXTERIOR. É gente que captou no exterior, via agências offshore, com base nos depósitos feitos nessas agências.
Quem captou em reais e hedgeou os bancos na variação em dólar se f… eu… Ao menos nesse esquema.
Comentário por daniel — Fevereiro 11, 2009 @ 4:07 am |
Caro anarquista,
Prometo que, se sobrar algum, comprarei um livro do Proudhon.
Nosso amigo diria: “O Banco Central é um roubo”.
E a propriedade de meia dúzia… ele com certeza garante.
Saudações.
Comentário por Pedro — Fevereiro 11, 2009 @ 8:16 am |
Prezado Nassif,
Enquanto isso, o pequeno e micro-empresário, quando se vê em apuros, não tem a quem pedir socorro. Um amigo meu, tem um restaurante no centro da cidade, dias desse, se viu obrigado esferelar seu patrimônio, vendendo um imóvel, para socorrer seu aperto financeiro.
E assim vamos, sempre na política de “acabar com os carrapatos, mantando a vaca” e “fazer transfusão de sangue, do médico para o doente” – sempre achando que a solução mais fácil, é a mais eficaz.
Comentário por Paulo Cavalcanti — Fevereiro 11, 2009 @ 8:31 am |
A impressão que eu tenho é que estamos vendo mais um capítulo das relações incestuosas de nossos brinhantes “rapaizes” do BC e seu colegas de turma (falso neoliberais) de algumas empresas. Mais uma vez mamando na teta do governo. Vergonha
Comentário por Sérgio Lamarca — Fevereiro 11, 2009 @ 1:20 pm |
Você está propondo que as empresas brasileiras dêem um calote em seus credores estrangeiros?
Só pode ser isso, porque se as empresas têm condições de pagar e não o fazem só pode ser por má fé.
Já aquelas que não tem condições de pagar ,vão ter grandes problemas para manter seu crédito.
Além disso, se fosse tão fácil obter descontos dos credores internacionais, conforme você sugere, por qual motivo as empresas se interessariam em buscar essa linha de financiamento do Banco Central.
Elas vão preferir renegociar com seus credores internacionais, e baixar uma dívida de 100 para 80 ou 70, a usar 100 da linha de financiamento do BC, tendo como agente um banco brasileiro que vai exigir suas garantias do mesmo jeito que um credor internacional.
Comentário por caio sampaio — Fevereiro 11, 2009 @ 3:17 pm |
Nenhum credor daria desconto porque o BACEN usaria uma parte de suas reservas para gerar dólares numa determinada taxa de câmbio para servir a dívida. O credor não tem nada a ver com isto. A alternativa seria o BACEN não dar os recursos e o real se desvalorizar e a empresa se apertar.
Isto não é problema do credor é do devedor e da nação que permitiu a suas empresas se endividarem em moeda estrangeira.
Comentário por igor cornelsen — Fevereiro 12, 2009 @ 1:55 am |
A anomalia maior está na ideia geral de que as reservas internacionais são do Banco Central. Não são nem aqui e nem em nenhum lugar e portanto não é o BC quem escolhe o que fazer com as reservas, é o Minnistro da Fazenda, que é o dono das reservas. Nos EUA quem administra as reservas é o Tesouro, de fato e de direito. O Federal Reserve Barnk of New York (não o Board do Fed em Washington) é o operador das reservas EM NOME do Tesouro, é uma mesa que opera, como se fosse uma grande corretora. O dono é o Tesouro. Assim é em todo lugar. O Banco Nacional da Belgica tem um paper muito interessante sobre isso, sob o título ” De quem são as reservas internacionais”", pode ser acessado no site do Banco (www.bnb.be), onde é feito um apanado geral do tema, do ponto de vista legal e operacional.
Aqui o Banco Central posa de dono, o Meirelles é quem sobe no pedestal para anuncair o que vai fazer com as reservas internacionais, que são do TESOURO NACIONAL, portanto da União, representando toda a população brasileira, não são do BC. Quem deve falar sobre reservas é o Ministro da Fazenda, não o Presidente do BC. Infelizmente no Brasil atual é o Banco Central quem faz a politica monetária e a politica economica, o Ministério da Fazenda apenas cuida dos detalhes. No Governo FHC houve uma luta para tirar do BC e passar para o Tesouro a gestão da dívida pública, com a criação da Secretaria do Tesouro Nacional. Falta outro esforço para tirar do BC a gestão das reservas, deixando-o apenas como depósitario, como se fosse um banco com os depósitos do Tesouro em dolares. Fica a sugestão. Copiam bobagens do Fed, como a reunião do Copom a cada 45 dias, mera papagaiada só para imitar mas no que é essencial não usam a experiencia alheia. Na propria tradição brasileira, antes da criação do BC em 1966, o Banco do Brasil era depositario das reservas internacionais em nome do Tesouro e nunca se cogitou de que essas reservas fossem do Banco do Brasil, que funcionava apenas como agente do Tesouro, sem poder dizer o que fazer com os dolares do Pais. O Brasil é hoje o 6º detentor de titulos do Tesouro americano (estatisticas de Novembro de 2008), com US$129,6 bilhões, depois da China com US$682 bilhões, Japão com US$577 bilhões, Reino Unido com US$360 bilhões, paraisos fiscais do Caribe com US$221 bilhões, paises exportadores de petroleo com US$199 bilhões, numeros oficiiais da Subsecretaria de Assuntos Internacionais do Departamento do Tesouro.
A questão de quem é o dono das reservas não é teórica, porque se o BC é quem manda nas reservas, como agora, elas serão usados em beneficio prioritário de apertos do sistema financeiro, que é o que está acontecendo agora e não na perspectiva de longo prazo da sociedade como um todo. Reservas são para dar segurança ao Pais em tempos de crise e não para resolver problemas particulares de curto prazo de empresas e bancos. Esta crise parece ser longa. Ser[a um crime detonar as reservas que custaram tão caro ao Pais para adquirir e manter
para fins privados, esquecendo-se que se a crise durar muito US$200 bilhões será até pouco para um Pais das dimensões do Brasil, dando apenas para um ano e meio de importações, o que é abaixo do nivel de segurança que a economia classica recomenda.
Comentário por Andre Araujo — Fevereiro 12, 2009 @ 6:12 pm |
Oi papito!
Comentário por Bibi — Outubro 18, 2009 @ 1:43 am |